eu existo, eu existi.

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Francisco

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A noite inteira foi sua cantada

"Puta!" Era essa palavra que eu deveria ter espalhado em seu ouvido enquanto a beijava na porta do carro. Mas não, boca e nariz estavam ocupados demais respirando a mulher dentro e fora dela.
Puta. Porque é o que ela é. Leva tudo embora, não deixa nada. Livro, músicas, filmes e orgasmo. Me leva inteiro pra casa.
Puta pelo jeito de agir com meu espaço. Só me provoca e olha pra minha boca quando eu não a quero.

Sua lucidez me provoca e me irrita ao mesmo tempo. Seu quadril é tão lubridiante quanto seu olhar. Ela não tem pressa.

Nessa história continuo no jogo mais sujo de todos. Permaceço imóvel mas presente, impassível mas aberto. Eu ainda quero teu cabelo, teus pés, tua cabeça, tua pele. Atravessá-la. Uma segunda noite de quarta-feira. Outra brincadeira, outra conversa, outra ameaça, outro desaforo, a mesma pessoa.

Um comentário:

  1. Vc tem uma forma interessante de escrever; mas a indecência não faz meu estilo.
    Abraço

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